O , foi um período da história do Japão que durou de 538 a 710 d.C. (ou 596 a 645 d.C.), com o seu início coincidindo com o do período anterior (período Kofun). A organização política do período Yamato evoluiu muito durante o período Asuka, que recebeu o nome da região de Asuka, cerca de 25 quilômetros ao sul da atual cidade de Nara.

O período Asuka é também conhecido por suas significativas transformações sociais e políticas, tendo suas origens no final do período Kofun, além de ter sido muito influenciado pela chegada do budismo da China através da Península Coreana. A introdução do budismo causou grandes mudanças na sociedade japonesa. O período Asuka também é marcado pela mudança do nome do país, de para .

Quanto às artes, o período pode ser dividido em dois períodos diferentes, o período Asuka (até a Reforma Taika), no qual influências da cultura budista vieram do norte de Wei através dos Três Reinos da Coreia, e o período Hakuho (após Reforma de Taika), no qual apareceram mais influências das dinastias Sui e Tang.

Origem do Nome O termo "período Asuka" foi o primeiro a ser usado para descrever um período na história das belas artes e arquitetura japonesas. Ele foi proposto por estudiosos de belas artes e Okakura Tenshin, por volta de 1900. Para Sekino, o final do período Asuka coincide com a Reforma Taika, em 646 d.C.. Por outro lado, para Okakura, o período Asuka termina com a transferência da capital para o Palácio Heijo de Nara. Apesar dos historiadores geralmente usarem a datação de Okakura, muitos historiadores de artes e arquiteturas preferem a datação de Sekino e usam o termo "" para se referirem ao período posterior.

A Organização Política Yamato A organização política Yamato, que emergiu no final do século V, distingue-se por poderosos clãs e grandes famílias, incluindo seus dependentes. Cada clã era liderado por um patriarca que realizava rituais sagrados para o kami do clã para assegurar a sua prosperidade. Os membros do clã formavam a aristocracia, enquanto a linhagem real que era controlada pela Corte Yamato estava em seu topo. As lideranças locais do Yamato emergiram para se tornar a dinastia Imperial no começo do período Asuka. O período Asuka, como uma sub-divisão do , é o primeiro período da história do Japão em que o Imperador governo relativamente sem contestação a partir da atual província de Nara, conhecida na época como Província de Yamato.

A corte Yamato, concentrada na região de Asuka, exerceu seu poder sobre os clãs de Kyushu e Honshu, concedendo títulos, alguns hereditários, para os chefes dos clãs. O nome Yamato tornou-se sinônimo de todo o Japão, visto que o Yamato suprimiu os clãs e adquiriu terras aráveis. Early Japan Baseando-se no modelo chinês (incluindo a adoção da linguagem escrita chinesa), eles começaram a desenvolver uma administração central e uma corte imperial com a participação de chefes de clãs subordinados, embora não tivessem uma capital fixa.The Yamato State Em meados do século VII, as terras passaram para o domínio público, sujeito ao governo central. A unidade administrativa básica do sistema Gokishichidō era o país, enquanto a sociedade era organizada em grupos de ocupação. A maior parte da população era composta de fazendeiros, mas também existiam pescadores, tecelões, oleiros, artesãos, ferreiros e especialistas em rituais.

O Clã Soga e o Shotoku Taishi thumb|right|Tohon Miei, Pintura do príncipe Shōtoku e seus dois filhos O clã Soga conseguiu criar uma relação com a família imperial japonesa através de casamentos, e em 587 d.C., Soga no Umako, o líder Soga, era poderoso o suficiente para instalar seu sobrinho como imperador e mais tarde o assassinou e o substituiu pela Imperatriz Suiko (593-628). Suiko, a primeira de oito imperatrizes soberanas, era apenas uma figura decorativa de Umako e do Príncipe Regente Shotoku Taishi (574-622).

Shotoku, reconhecido como um grande intelectual do período da reforma, era um devoto budista e conhecedor da literatura chinesa. Ele foi influenciado pelos princípios Confucianos, incluindo o Mandato do Céu, que sugeria que o soberano governava pela vontade da força suprema. Sob o comando de Shotoku, os modelos confucianos de classes sociais e etiqueta foram adotados, enquanto sua Constituição dos dezessete artigos prescrevia modos de trazer harmonia para uma sociedade caótica, em termos confucianos.

Além disso, Shotoku adotou o calendário chinês, desenvolveu um sistema de rotas de comércio (o acima mencionado Gokishichidō), construiu inúmeros templos budistas, teve crônicas sobre a corte imperial compiladas, enviou estudantes para a China para estudarem o budismo e o confucionismo, além de ter enviado Ono no Imoko para a China como um .

Seis missões de emissários, monges e estudantes foram enviadas para a China no século XVII. Alguns permaneceram por doze anos ou mais; muitos dos que retornaram tornaram-se proeminentes reformistas. O envio de tais estudiosos para aprenderem o sistema político chinês mostrou mudanças significativas das comissões enviadas no período Kofun, no qual os cinco reinos de Wa mandaram representantes para aprovarem seus domínios.

Em um movimento que desagradou os chineses, Shotoku se dirigiu ao imperador chinês com igualdade ao enviar uma correspondência oficial na qual dizia

"Do Filho do Céu na Terra do Sol Nascente para o Filho do Céu na Terra do Sol Poente."

Alguns defendem que esse passo ousado de Shotoku abriu um precedente – o Japão nunca mais aceitou um status de "subordinado" em suas relações com a China, exceto com Ashikaga Yoshimitsu, que aceitou certas relações com a China, no século XV. Como resultado, nesse período o Japão era um estado que não recebia nenhum título das dinastias chinesas mas pagavam . Do ponto de vista chinês, a classe ou posição do Japão rebaixada em comparação com os séculos anteriores, quando os reis recebia títulos. Por outro lado, o Japão estreitou as relações políticas com a China e consequentemente estabeleceu extraordinárias relações culturais e intelectuais.隋唐使の赴倭とその儀礼問題 台湾大学歴史学系 高明士, japanology.cn

A Reforma Taika e o sistema ritsuryo Reforma Taika

Cerca de vinte anos após as mortes de Shotoku Taishi (em 622), Soga no Umako (em 626) e a Imperatriz Suiko (em 628), intrigas na corte sobre a sucessão levaram a um golpe de estado em 645 contra o clã Soga, que monopolizava o controle do governo. A revolta foi liderada pelo Príncipe Naka no Oe e Nakatomi no Kamatari, que tomou o controle da corte das mãos da família Soga e introduziu a Reforma Taika. A era japonesa correspondente aos anos de 645 a 649 d.C. era chamada de Era Taika, referindo-se à Reforma e significando "grande mudança". A revolta que levou à Reforma Taika é comumente chamada de Incidente de Isshi, referindo-se ao ano do calendário chinês no qual o golpe ocorreu, em 645.

Apesar de não constituir um código legal, a Reforma Taika instituiu uma série de reformas que estabeleceram o sistema ritsuryo, que trazia mudanças sociais, fiscais e administrativas, entre os séculos VII e X. O foi um código de leis penais, enquanto o foi um código administrativo. Combinados, os dois termos descreviam um sistema de leis patrimoniais baseado em um código legal elaborado que emergiu da Reforma Taika.

A Reforma Taika, influenciada pelas práticas chinesas, começou com a redistribuição de terras, visando a extinção do sistema de propriedade vigente dos grandes clãs e de seu controle sobre os domínios e os grupos ocupacionais. O que antes era chamado de "terras provadas e povo privado" tornou-se , com a corte agora almejando o controle de todo o Japão e um povo mais próximo às questões sobre o trono. A terra não era mais hereditária, mas sim revertida para o estado depois da morte de seu proprietário. Impostos eram cobrados sobre colheitas e sobre seda, algodão, tecidos, linhas e outros produtos. Um imposto sobre o trabalho (Corveia) foi instituído para o recrutamento militar e construção de obras públicas. Os títulos hereditários dos líderes dos clãs foram abolidos e três ministros deveriam ser nomeados para aconselhar o imperador: O Sadaijin, ministro da esquerda; O Udaijin, ministro da direita; O Daijō Daijin, o chanceler do reino.

O país foi dividido em províncias lideradas por governadores indicados pela corte e as províncias foram divididas em distritos e vilas.

Naka no Oe assumiu o título de príncipe herdeiro, enquanto a Kamatari foi concedido um novo nome de família – Fujiwara – em reconhecimento a seus grandes serviços à família imperial. Fujiwara no Kamatari tornou-se o primeiro de uma longa linhagem de aristocratas da corte. Outra grande mudança importante foi a utilização do nome , às vezes Daí Nippon (Grande Japão) em documentos diplomáticos e crônicas. Em 662, seguindo os reinados do tio e mãe de Naka no Oe, ele assumiu o trono como Imperador Tenji, levando o título adicional de Imperador do Japão. Esse novo título foi concebido para melhorar a imagem do clã Yamato e enfatizar as origens divinas da família imperial, visando mantê-lo acima dos desgastes políticos, como o que ocorreu com o clã Soga. Dentro da família imperial, no entanto, as brigas pelo poder continuaram pois o irmão e filho disputaram o trono na Guerra Jinshin. O irmão, que mais tarde reinou como Imperador Tenmu, consolidou as reformas de Tenji e o poder do estado na corte imperial.

Sistema Ritsuryo O sistema ritsuryo foi codificado em algumas fases. O Código Omi, nomeado assim depois da posse do Imperador Tenji, foi completado por volta de 668 d.C.. Codificações posteriores ocorreram com a promulgação pela Imperatriz Jitō, em 689, do Código Asuka Kiyomihara, nomeada assim devido à localização da corte do Imperador Tenmu. O sistema ritsuryo foi depois consolidado e codificado em 701, sob o nome de Código Taiho, o qual, exceto por algumas modificações e por ser relegada para funções mais cerimoniais, permaneceu em vigor até 1868.

Muito embora o ritsufoi adotado do sistema chinês, o ryo foi reorganizado à maneira local. Alguns estudiosos afirmam que ele foi, em certa medida, baseado nos modelos chineses.William Wayne Farris, Sacred Texts and Buried Treasures: Issues on the Historical Archaeology of Ancient Japan, University of Hawaii Press, 1998. Books.Google.com .

O Código Taiho fornecia um modelo confuciano com disposições penais (punições leves, ao invés de punições rigorosas) e uma administração central ao estilo chinês (Jingi-kan), o qual era devotado ao xintoísmo e aos rituais da corte, e o Daijō-kan, com seus oito ministros (para administração central, cerimônias, assuntos civis, casa imperial, justiça, assuntos militares, assuntos pessoais e tesouro). Apesar de que o sistema de serviço civil ao estilo chinês não foi adotado, foi fundada para treinar futuros burocratas baseando-se nos princípios confucianos. No entanto, a tradição logo contornou o sistema, visto que a descendência de aristocratas continuou a ser a principal exigência para uma posição social elevada, além de que, os títulos logo voltaram a ser hereditários novamente. O Código Taiho não abordou a soberania do mandatário. Algumas imperatrizes reinaram do século V ao VIII, mas depois de 770, a sucessão se restringiu aos homens, normalmente de pai para filho, apesar de às vezes o trono ser passado para o irmão ou tio.

Fujiwara no Fuhito, filho de Nakatomi no Kamatari, foi um dos que elaboraram o Taiho Ritsuryo. De acordo com o livro histórico Shoku Nihongi, dois dos dezenove membros do comitê responsável pela criação do Código Taiho eram monges chinese (Shoku-Shugen e Satsu-Koukaku).續日本紀 卷第一 文武紀一 , applepig.idv.tw 『続日本紀』国史大系版, j-texts.com Os monges chineses também exerceram um papel importante como especialistas linguísticos e receberam recompensas duas vezes da Imperatriz Jito.

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