O Evangelho de Filipe constitiui um dos livros apócrifos da biblioteca de Nag Hammadi; à semelhança do Evangelho de Tomé, é um evangelho de ditos, ou seja, uma colecção de sentenças encerrando grande sabedoria, atribuídas a Jesus.

A atribuição do texto a Filipe é conjunturalmente moderna; a sua única relação com o apóstolo São Filipe deve-se ao facto de ser o único apóstolo mencionado nos manuscritos (73, 8). Na verdade, o texto deve ter sido redigido algures entre os anos 180 e 350A relação entre o Antigo Testamento, Novo Testamento e textos gnósticos com o texto são discutidos por . da nossa Era, portanto muito depois da morte do discípulo de Cristo.

O texto constituiu um importante documento para as comunidades gnósticas. Foi descoberto no deserto egípcio em 1945, entre um conjunto de vários documentos gnósticos, conhecidos como biblioteca de Nag Hammadi (do nome do sítio arqueológico onde foram descobertos).

Conteúdo 100px|thumb|Maria Madalena, em uma imagem de penitência popular do século XIX pintada por Ary Scheffer. De uma forma muito similar a , o Evangelho de Filipe apresenta Maria Madalena dentre os discípulos de Jesus, adicionando que ela era sua "companheira" (koinônos):

A irritação dos outros discípulos com o amor e afeição que Jesus tinha por Maria Madalena é evidente (o texto original está muito fragmentado e as suposições estão entre colchetes):

Ver também Discípulo amado

Ligações externas

Gospel of Philip

Notas Esta referência é confusa e está no manuscrito original. Não é claro se o texto se refere à irmã de Jesus ou à irmã de sua mãe, ou ainda se a intenção seria outra.

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