Eudoro de Alexandria (; Século I a.C.) foi um filósofo que fundou a escola neopitagórica de Alexandria por volta de 40 a.C., enquanto Nigídio Fígulo também fundara o neopitagorismo, mas em Roma e um pouco mais cedo, por volta de 60 a.C., Também pode ser classificado na escola médio-platônica.Moore, Edward. "Middle Platonism". Internet Encyclopedia of Philosophy. Ele tentou reconstruir a filosofia de Platão em termos de pitagorismo.George E. Karamanolis, 2006, Plato and Aristotle in agreement?, pages 82-4. Oxford University Press

Perdemos suas obras, mas os fragmentos (em Estobeu e Plutarco) mostram que ele escreveu sobre astronomia e lógica; ele comentou sobre o Timeu de Platão e atacou as Categorias de Aristóteles.

Segundo M. Baltes,M. Baltes, Timaios Lokros. Über die Natur des Kosmos, Leyde, 1972, p. 20-26. o pseudo-Timeu, autor de um tratado neopitagórico Sobre o mundo, pertence ao círculo de Eudoro.

Filosofia Eudoro encontra o fim moral na fórmula tanto pitagórica quanto platônica: "Siga a Deus". Pitágoras pede para que se assemelhe a Deus;A. Delatte, Études sur la littérature pythagoricienne, 1915, p. 59-60, 119. Y. Gobry, Pythagore, Seghers, 1973, p. 119, 135, 157, 177. Platão pede para "tornar-se, tanto quanto possível, semelhante à divindade" (Teeteto, 176b). Nesse princípio teleológico, ele acreditava ter encontrado uma definição adequada do objetivo comum de Pitágoras, Sócrates e Platão.Zeller, Eduard. Outlines of the History of Greek Philosophy. 13ª ed. p. 306 Sua metafísica e cosmologia combinavam idéias platônicas, pitagóricas e estoicas. Ele é mencionado por Alexandre de Afrodísias em seu comentário sobre a Metafísica de Aristóteles.Alexandre de Afrodísias, ad Arist. Metaph. p. 59 linha 7 Hayduck Essa menção foi frequentemente tomada como referência a um comentário anterior por Eudoro sobre a Metafísica de Aristóteles, embora o texto de Alexandre não diga isso de fato.Fazzo, Silvia. (2012). "The Metaphysics from Aristotle to Alexander of Aphrodisias". Bulletin of the Institute of Classical Studies. 55. p. 51-68. A maneira como os textos de Aristóteles estavam disponíveis para Eudoro é agora um campo aberto para pesquisas.Rashed, Marwan; Auffret, Thomas. (2014). “Aristote, Métaphysique A 6, 988a 7–14, Eudore d’Alexandrie et l’histoire ancienne du texte de la Métaphysique.” In Chr. Brockmann et al., eds., Handschriften- und Textforschung heute. Zur Überlieferung der griechischen Literatur. Festschrift für Dieter Harlfinger aus Anlass seines 70. Geburtstages, 55–84. Wiesbaden. Simplício refere-se a ele como um filósofo peripatético e relata que ele havia escrito sobre as Categorias aristotélicas. Ele era natural de Alexandria e, segundo Estrabão, havia escrito uma obra "Sobre o Nilo", assim como Aríston de Alexandria.Estrabão, Geografia, xvii.

Ele rompeu com o platonismo da Média Academia, cética. A originalidade doutrinária de Eudoro de Alexandria consiste em colocar o Um, supremo, único princípio verdadeiro (arkhê), acima de dois "princípios" na dualidade, a Mônada (ou segundo Um) e a Díada (o Ilimitado, a matéria, os elementos). Esta ideia é relatada por Simplício da Cilícia em seu Comentário sobre a 'Física' de Aristóteles, 181. Assim, Eudoro de Alexandria é o primeiro pensador a propor um monismo transcendente que anuncia Plotino. P. T. Keyser escreve em 1998 que a carta II do pseudo-Platão, apócrifa, ficaria sob a filosofia de Eudoro, nesta passagem:Keyser, P. T. (1998). "Orreries, the Date of [Plato's] Letter II, and Eudorus of Alexandria". Archiv für Geschichte der Philosophie. 80. p. 241-267. É possível que Sêneca resume a moral de Eudoro em suas Cartas a Lucílio, nº 89, 14 sq.

Devido à aplicação da artimologia pitagórica a uma genealogia da descendência do Um no neopitagorismo, David Albertson considera Eudoro o primeiro henologista.

Bibliografia

Fragmentos de Eudoro de Alexandria

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Fontes

Sêneca, Cartas a Lucílio, nº 89. Plutarco de Quironeia, Moralia, nº 70 : Da criação e da Alma do Mundo (De animae procreatione) Simplício da Cilícia, Comentários sobre a 'Física' de Aristóteles (c. 535), édi. por Hermann Diels : In Aristotelis Physicorum libros (extraits), coll. « Commentaria in Aristotelem Graeca » (CAG), t. IX-X, Berlin, 1907. Trad. an. D. Konstan, J. O. Urmson, C. Hagen, B. Fleet, R. McKirahan : Simplicius, On Aristotle Physics, Londres, Duckworth and Cornell University Press, coll. "The Ancient Commentators on Aristotle", 1989, 1992, 1994, 1997, 2001. Esbobeu, Anthologium (vers 490).

Estudos sobre Eudoro de Alexandria

J. Dillon, The Middle Platonists, Cornell University Press, 1977, p. 115-135. Eric Dodds, "The 'Parmenides' of Plato and the Origin of the Neoplatonic One", Classical Philology, 22 (1928), p. 129-142. H. Dorrie, "Der Platoniker Eudorus von Alexandreia", Hermès, 79 (1944), p. 25-38 (reeditado em Platonica minora, Munich, 1976, p. 297-309). Charles H. Kahn, Pythagoras and the Pythagoreans, Hackett Publishing, 2001, p. 94-99. Irmgard Männlein-Robert: Eudoros von Alexandrien. In: Christoph Riedweg u. a. (Hrsg.): Philosophie der Kaiserzeit und der Spätantike (= Grundriss der Geschichte der Philosophie. Die Philosophie der Antike. Band 5/1). Schwabe, Basel 2018, ISBN 978-3-7965-3698-4, S. 555–561, 677 f. M. Bonazzi. "Eudorus and early Imperial Platonism", in R.W. Sharples-R. Sorabji (eds.), Greek and Roman Philosophy 100 BC-200 AD, London, Bulletin of the Institute of Classical Studies Supplement 2007, Vol. II, p. 365–378. P. T. Keyser, "Orreries, the Date of [Plato's] Letter II, and Eudorus of Alexandria", Archiv für Geschichte der Philosophie, 80, 1998, p. 241-267. H. Tarrant, "Eudorus and the Early Platonist Interpretation of the Categories", dans M. Achard et F. Renaud (éds.), Le commentaire philosophique (II), Laval théologique et philosophique, 64.3, 2008, p. 583-595.

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