O Veículo Leve sobre Trilhos de Campina Grande, também conhecido como VLT de Campina Grande, é um sistema de transporte ferroviário urbano planejado do tipo VLT projetado para atender a cidade de Campina Grande, no estado da Paraíba. Idealizado como uma alternativa de mobilidade urbana moderna e sustentável, o sistema está em implantação e deverá operar sobre trechos ferroviários já existentes, com objetivo de conectar bairros periféricos ao centro comercial e universitário da cidade, utilizando um trecho de cerca de 15 quilômetros (km) do antigo ramal de Campina Grande, com previsão de início das viagens em agosto de 2026.
O projeto está inserido em um contexto de requalificação da malha ferroviária para uso urbano, seguindo tendências observadas em outras cidades brasileiras como João Pessoa e Arapiraca, com a proposta em andamento desde a década de 2010, o VLT envolve debates políticos, técnicos e institucionais entre os governos municipal e estadual, mas foi somente com o retorno de Luiz Inácio Lula da Silva ao governo federal, que a proposta saiu do papel. A concessão do trecho ferroviário urbano pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) foi um dos marcos decisivos para o avanço da proposta.
História A história do transporte ferroviário em Campina Grande remonta ao final do século XIX, com a chegada dos trilhos em 1907, integrando a cidade à Estrada de Ferro Central da Paraíba, desde então, a ferrovia foi um vetor de crescimento urbano e econômico, transportando passageiros e mercadorias entre Campina e outras regiões do estado e do Nordeste. Ao longo do século XX, a cidade foi servida por diferentes operadoras ferroviárias, como a Rede Ferroviária Federal (RFFSA) e posteriormente a Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN), no entanto, com a desindustrialização parcial do interior nordestino e a ascensão do transporte rodoviário, o serviço ferroviário de passageiros entrou em decadência e foi descontinuado em Campina Grande no final da década de 2000.
Na década de 2010, surgiram os primeiros debates sobre a reativação da ferrovia urbana em Campina Grande, agora sob o modelo de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), inspirado em iniciativas similares no Brasil e no exterior, cuja proposta visava revitalizar o transporte de massa, especialmente para atender localidades como o Distrito dos Mecânicos, São José da Mata e Galante o entorno da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), além dos bairros de Bodocongó e Aluízio Campos.
O tema do VLT gerou embates políticos significativos entre o governo municipal, à época liderado pelo governo estadual, sob a gestão de João Azevêdo, que prometeu revitalizar a malha ferroviária de Campina Grande, mas logo enfrentou resistência do então prefeito Bruno Cunha Lima, que alegou motivos políticos, fazendo o governador desistir da proposta e entregar para o prefeito, que não levou à frente a ideia. Enquanto o município reivindicava protagonismo na execução e gestão do projeto, o estado detinha maiores recursos técnicos e interlocução com o governo federal para viabilizar a cessão da linha e os investimentos necessários e com a chegada de Luiz Inácio Lula da Silva, diversas obras e projetos que encontravam-se engavetadas foram destravadas, a exemplo da duplicação da rodovia BR-230 ligando a própria cidade ao sertão e o VLT da cidade.
A concretização de um acordo entre os entes públicos permitiu a cessão da malha ferroviária urbana de Campina Grande, dando o primeiro passo legal para a implantação do VLT, cujo trecho concedido possui aproximadamente 15 km de extensão, abrangendo a linha entre o bairro de Aluízio Campos no extremo sudeste da cidade ao bairro do Araxá, no extremo noroeste, com previsão de implantação de 10 estações ao longo do percurso. O sistema previsto deverá operar com composições modernas, dotadas de climatização, acessibilidade e integração com o transporte por ônibus e seu traçado prioriza a cobertura de zonas residenciais densas, áreas educacionais e polos de serviços, configurando-se como uma solução de mobilidade urbana sustentável e integradora.
Estações O sistema deverá ter 10 estações, das quais todas serão superficiais. As estações deverão atender as seguintes localidades:
Araxá Universitário Bodocongó Centenário Quarenta Estação Velha Catolé Tambor Distrito Industrial Aluízio Campos
Ver também
Estação Ferroviária de Campina Grande
Sistema de Trens Urbanos de João Pessoa CBTU Transportes do Brasil
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